segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Criacionismo tem vez nas escolas?


Pesquisa do British Council em dez países mostra que mais da metade da população acredita que o criacionismo e o design inteligente devem ser ensinados nas escolas.
No total, foram entrevistadas 11.768 pessoas da África do Sul, Argentina, China, Egito, Espanha, Estados Unidos, Grã Bretanha, Índia, México e Rússia.

Apenas 20% das pessoas concordaram que as teorias evolutivas deveriam ser ensinadas nas aulas de ciências das escolas, sendo que os maiores números foram na Índia e Espanha, onde 37% e 34% da população, respectivamente, concordaram com a afirmação. A menor porcentagem foi na Rússia: apenas 10%.
Já 43% dos entrevistados acham que as teorias evolutivas deveriam ser ensinadas nas aulas de ciências junto com outras possíveis perspectivas, como o design inteligente e o criacionismo. A Argentina (65%) e o México (56%) foram os que se mostraram mais favoráveis ao ensino de ambas, e o Egito, com 19%, o que menos.
Aqueles que acreditam que somente outras teorias, e não o evolucionismo, deveriam ser ensinadas são apenas 10% - sendo que o país que se mostrou mais favorável às crianças aprenderem sobre criacionismo e design inteligente foi a China, com 19%. Grã Bretanha e Argentina, ambas com 6%, foram os países que menos concordaram com a idéia de abolir o evolucionismo das aulas de ciências.
Somadas, as pessoas que, de algum forma, acreditam que o criacinismo deva ser ensinado são 53%. No mundo, 7% das pessoas acreditam que nenhum tipo de teoria, seja ela evolucionista ou criacionista, deveria ser ensinada nas escolas.
Em julho, outros dados dos mesmos países já haviam sido divulgados pelo British Council. Na pesquisa, a maioria das pessoas concordava que era possível acreditar simultaneamente em Deus e na ideia de que a vida evoluiu na Terra por meio da seleção natural.  Na Índia (85%) Mexico (65%), Argentina (63%), África do Sul, Grã Bretanha (54%), Estados Unidos e Rússia (53%), mais da metade da população concorda com a afirmação. No Egito, Espanha (45%) e China (39%), as porcentagens foram menores.






 

Fonte: Info Abril.

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domingo, 25 de outubro de 2009

Defensor da teoria evolutiva quer convencer criacionistas para explicar darwinismo

Richard Dawkins, defensor ferrenho da teoria evolutiva Depois de passar anos negando o Holocausto, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, muda-se para Nova York e inaugura um instituto de estudos históricos. Mesmo que suas aulas não discutam a 2ª Guerra, quantos judeus se inscreveriam nelas?
Uma situação análoga a esse caso hipotético se aplica a Richard Dawkins e seu recém-lançado livro "The Greatest Show on Earth" ("O Maior Espetáculo da Terra").
Divulgação
Richard Dawkins, defensor ferrenho da teoria evolutiva
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O biólogo britânico tem sido o mais célebre paladino do ateísmo e militante anticriacionista dos últimos anos. Sua obra anterior dedica-se a tentar provar que Deus não existe, tratando os religiosos como imbecis e imputando à ciência -e em particular à evolução darwinista- o papel de "força conscientizadora".
Agora, Dawkins escreve este outro livro, cujo subtítulo é "As Evidências em Favor da Evolução", para argumentar por que o darwinismo é um fato. Seu objetivo declarado é converter os "negadores da história", como ele chama os criacionistas, à verdade da evolução, e municiar gente racional para argumentar contra o criacionismo.
Mas, como os judeus de Ahmadinejad, que criacionista compraria um livro que defende a evolução, ainda mais escrito por Richard Dawkins? Talvez o autor pudesse ir direto ao ponto e confessar que escreveu "The Greatest Show on Earth" só para tirar uma casquinha das efemérides darwinistas de 2009. Este ano, que marca o bicentenário de nascimento de Charles Darwin e os 150 anos de "A Origem das Espécies", testemunhou uma explosão cambriana de títulos sobre evolução. Só faltava este.
Aos idiotas como eu, que caíram nesse conto-do-vigário, um consolo: o livro é excelente.
Já seria excelente se fosse só pela prosa sedutora de Dawkins, capaz de comparar o desenvolvimento embrionário a origamis e de deixar o leitor emocionado com a descrição de um celacanto. Mas Dawkins faz mais: ele carrega o leitor, não pela mão, mas no colo, por um passeio extremamente didático por 150 anos de evidências em favor do darwinismo.
E as evidências são tantas, vindas de tantas disciplinas científicas diferentes, que é fácil se perder no meio delas. "The Greatest Show on Earth" evita que isso aconteça.
Dawkins começa esclarecendo uma das principais confusões terminológicas em torno da evolução: a palavra "teoria". A maneira como ele derruba essa pedra angular do criacionismo ("o darwinismo é só uma teoria") é elegante: buscando a definição de "teoria" no dicionário e mostrando como ela se confunde com a definição de "fato". O cientista usa o termo para fatos observáveis, como a "teoria" da evolução de Darwin e a "teoria" de que a Terra gira em volta do Sol.
Em seguida, dá início ao espetáculo propriamente dito. Ele recorre à mesma estratégia usada por Darwin na "Origem": fala antes de plantas e animais domésticos e do poder da seleção humana de causar grandes mudanças em espécies (produzindo vegetais tão diferentes quanto brócoli e repolho a partir do mesmo ancestral selvagem) em pouco tempo.
Só depois de ter a certeza de que qualquer criança (ou criacionista) entenderia os conceitos apresentados é que o autor passa à seleção natural propriamente dita. Emulando Darwin mais uma vez, Dawkins desanda a falar de abelhas e orquídeas -às quais o pai da evolução dedicou um livro inteiro.
Fixado no leitor o essencial, Dawkins passa a desfiar seu estonteante conjunto de fatos evolutivos. Ao mesmo tempo, vai aplicando um "jab" após o outro nos principais argumentos do criacionismo e de sua nova roupagem, o design inteligente. Narra um minucioso experimento feito pelo microbiologista americano Richard Lenski para mostrar que a seleção natural pode introduzir informações novas no genoma (criar complexidade, algo que os devotos do design dizem ser impossível). Expõe uma miríade de fósseis para destruir a chicana retórica do "não há fósseis intermediários".

Perguntas erradas

Mais do que responder às críticas dos criacionistas à evolução, Dawkins explica por que quase todas elas partem de perguntas erradas. É o caso de um diálogo imortal (e hilário) que ele reproduz entre uma criacionista e o evolucionista britânico J. B. S. Haldane. A mulher diz a Haldane que simplesmente não podia acreditar que, mesmo em bilhões de anos, se pudesse "ir de uma célula única a um complicado corpo humano". Haldane retruca: "Mas, madame, a sra. mesma fez isso. E em apenas nove meses".
Ao longo das mais de 400 páginas do livro, Dawkins faz mais do que ensinar evolução: ele inspira em seus leitores um encantamento pelo mundo natural que só pode ser plenamente saboreado por uma compreensão da biologia.
Idiotas que caiam nesse conto-do-vigário terminarão o livro agradecidos a Dawkins por compartilhar tal encantamento. E com uma imensa pena dos criacionistas, que jamais chegarão a apreender a grandeza dessa visão da vida.


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Técnica genética poderia "corrigir" doenças hereditárias, diz estudo

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Cientistas americanos desenvolveram um método experimental que, no futuro, pode fazer com que mulheres portadoras de algumas desordens genéticas não transfiram estes problemas aos filhos.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Oregon Health and Science University, foi publicado nesta quarta-feira no site da revista científica Nature e deve sair na edição impressa da publicação nas próximas semanas.
Segundo os cientistas, o novo método, que por enquanto só foi testado em macacos, poderá fazer com que mulheres com desordens genéticas não transfiram estes problemas aos seus filhos por meio do DNA de suas mitocôndrias.
As mitocôndrias são estruturas encontradas nas células e que são responsáveis pela produção de energia e pelo metabolismo celular. Estas estruturas também possuem seu próprio material genético.
Quando o óvulo de uma mulher é fertilizado pelo espermatozoide durante a reprodução, o embrião herda quase que exclusivamente a mitocôndria da mãe, o que faz com que qualquer desordem que ela possua em seu DNA mitocondrial seja transferida para o filho.
Solução

Para tentar solucionar este problema, os cientistas, que trabalhavam com macacos rhesus, conseguiram transferir cromossomos da mãe para um óvulo doado que teve seus cromossomos retirados, mas que tinha a mitocôndria saudável.
Dessa forma, eles conseguiram fazer com que o óvulo pudesse gerar bebês saudáveis, que não herdaram o problema genético da mãe.
O experimento deu origem a dois filhotes de macacos gêmeos que foram batizados de Mito e Tracker.
"Atualmente, são conhecidas 150 doenças causadas por mutações no DNA mitocondrial, e aproximadamente uma em cada 200 crianças nascem com mutações nas mitocôndrias", diz Shoukhrat Mitalipov, um dos autores do estudo.
Entre as doenças que poderiam ser evitadas com a técnica estão algumas formas de câncer, diabetes, infertilidade e doenças neurodegenerativas.
O método, no entanto, pode gerar polêmicas éticas se aplicado em humanos, já que o embrião herda parte do material genético da fêmea que doa o óvulo.

 Falhas anteriores

Pesquisas anteriores haviam tentado corrigir estas alterações genéticas que podem causar doenças ao adicionar mitocôndrias saudáveis doadas nos óvulos de pacientes que queriam ter filhos.
Estas tentativas, no entanto, resultaram no nascimento de bebês não saudáveis, provavelmente porque a mitocôndria é tão delicada que foi danificada ao ser transportada de um óvulo para outro.
Como resultado, este tipo de tratamento foi proibido nos Estados Unidos.
Segundo os cientistas, o novo método, em que o DNA da mãe foi transplantado para outro óvulo que teve o DNA retirado, mas uma mitocôndria saudável, pode ser a solução deste problema.
Para Shoukhrat Mitalipov, a nova tecnologia está pronta para ser testada em humanos.
"Os testes em humanos podem começar em breve, talvez dentro de dois ou três anos", disse.
Alguns grupos, no entanto, expressaram preocupação de que este método possa envolver modificações genéticas que podem ser transferidas por diversas gerações.
"O fato de os efeitos deste tratamento poderem persistir por gerações faz com que debates médicos sejam necessários, assim como mais testes", diz Helen Wallace, do grupo GeneWatch, uma ONG que estuda os riscos da engenharia genética.
Mas, de acordo com o professor Robin Lovell-Badge, do National Institute for Medical Research, em Londres, as pessoas não precisariam se preocupar.
"A mitocôndria não confere características humanas específicas. Seria como mudar as bactérias de nosso intestino, o que eu suspeito que ninguém ligaria". 

Fonte: BBC Brasil

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Mosquitos ajudam no combate à malária e à filariose

Os mosquitos que transmitem a malária e a filariose linfática ajudam a combater as duas doenças por meio de engenharia genética e da alteração de seu sistema imunológico, apontam dois estudos divulgados pela revista "Science" na quinta-feira (1º).
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No caso da malária, cientistas franceses e alemães descobriram uma possível arma para combater a doença no genoma do Anopheles gambiae, o mosquito vetor do parasita que causa a forma mais grave da doença na África.


Mosquito _Anopheles_, transmissor da malária, pode ser modificado geneticamente, a fim de combater a doença, segundo estudo
Mosquito Anopheles, transmissor da malária, pode ser modificado geneticamente, a fim de combater a doença, segundo estudo

No da filariose, também conhecida como elefantíase, pela inflamação severa e o inchaço que causa nas partes do corpo da pessoa afetada, cientistas da Universidade de Oxford descobriram que infectar os mosquitos com um parasita bacteriano deve ajudar a prevenir a doença.
No primeiro estudo, cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular (EMBL, na sigla em inglês), na Alemanha, e do Instituto Nacional de Saúde e da Pesquisa Médica (Inserm, na sigla em francês), na França, descobriram que as variações de um gene afetam a capacidade do mosquito de resistir à infecção do parasita da malária.
"Os parasitas devem passar parte de sua vida nos mosquitos e outra nos seres humanos", afirmou Stéphanie Blandin, da Inserm.
"Ao aprender como os mosquitos resistem à malária podemos encontrar novos instrumentos para controlar a transmissão aos seres humanos em zonas frequentes", acrescentou.
O segundo estudo indicou que infectar os mosquitos com uma parasita bacteriana poderia contribuir no combate à filariose linfática, uma doença que afeta mais de 120 milhões de pessoas no mundo todo.
Segundo os pesquisadores, se o mosquito for infectado com a bactéria Wolbachia, seu tempo de vida pode ser reduzido. 

Fonte: Folha on-line


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Mulher do futuro será menor, mais gordinha e mais fértil, diz estudo


As mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso. Estas mudanças são previstas a partir de extensas provas para documentar que o processo evolutivo ainda atua sobre os humanos.

Os avanços médicos significam que muitas pessoas cujas mortes ocorreriam durante a juventude agora vivem até a terceira idade. Isso leva a uma crença de que a seleção natural não afeta seres humanos e que estes, portanto, pararam de evoluir.
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Mulheres do futuro serão levemente mais baixas e rechonchudas, terão corações saudáveis e um tempo reprodutivo mais extenso
"Isso é simplesmente falso", disse Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale. Ele afirma que, embora as diferenças na sobrevivência já não possam mais selecionar aqueles com maior aptidão e seus genes, as diferenças na reprodução ainda podem. A questão é se mulheres que têm mais crianças possuem esses traços distintivos, que elas repassariam aos seus descendentes.
Para desvendar a questão, Stearns e seus colegas trabalharam com dados do Framingham Heart Study, que trazia o histórico médico de mais de 14 mil residentes da cidade de Framingham, Massachusetts, desde 1948 --que englobam três gerações em algumas famílias.


Passando adiante


A equipe estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e então cruzaram os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, a equipe de Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram à luz. Eles controlaram alterações devido a fatores sociais e culturais, para calcular o quão forte é a seleção natural para moldar estas características fisiológicas.
E é muito, segundo se confirmou. Mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e --não surpreendentemente-- tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.
Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente. Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual.


Decodificação de cultura


É difícil dizer o que direciona para estas características, e discernir se elas estão sendo disseminadas por genes de mulheres, mas, pelo fato de Stearns controlar muitos dos fatores sociais e culturais, é provável que isso tenha resultado em um documento genético, em vez de um trabalho acerca de evolução cultural.
Não é o primeiro estudo concluindo que a seleção natural está "operando" nos humanos atualmente; a diferença é que muitos dos trabalhos anteriores foram concluídos de diferenças geográficas nas frequências de genes, e não de avaliações diretas do sucesso reprodutivo. Isso deixa o estudo de Stearn como, talvez, a mais detalhada medição da evolução humana atual.
"É interessante que o quadro biológico subjacente ainda é detectado sob a cultura", diz ele. Análises a longo prazo de outros conjunto de dados médicos pode jogar mais luzes sobre a interação entre genética e cultura. 


Fonte: UOL

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