terça-feira, 11 de agosto de 2009

Especialistas identificam gene que regula reprogramação de células-tronco adultas

Pesquisadora manipula células-tronco embrionárias nos EUA; cientistas identificam gene que regula programação de células-tronco Pesquisadores descobriram que um gene supressor do crescimento de tumores, o p53, chamado de guardião do genoma, não tem apenas como função suprimir as células em vias de se tornarem cancerígenas, podendo também criar células-tronco saudáveis a partir de tecidos adultos.
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.Os trabalhos de cinco equipes de pesquisa, publicados no domingo (9) na revista científica britânica "Nature", mostram que suprimir o gene p53 torna possível reprogramar com êxito as células adultas.As células-tronco embrionárias podem sofrer mutações para produzir todos os tipos de células humanas (sanguíneas, nervosas, musculares...) e desempenham um papel essencial da medicina regenerativa para que, no futuro, o coração e outros órgãos sejam reparados.
Mas a sua utilização suscita questões éticas.
Graças aos trabalhos pioneiros, em 2006 e depois em 2007, do pesquisador japonês Shinya Yamanaka, nos quais diferentes células adultas eram programadas para que fossem polivalentes, as células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, na sigla em inglês) são vistas como uma alternativa à utilização das células-tronco embrionárias.
O gene p53, segundo os testes, pode deter a divisão das células ao mesmo tempo em que repara alterações genéticas, ou então, pode cessar completamente a multiplicação das células anormais e ordenar a elas a sua autodestruição.
O especialista em câncer Geoffrey Wahl, do Salk Institute (EUA), demonstrou junto com seu colega espanhol Juan Carlos Izpisua que, ao desativar o gene p53, a reprogramação celular é "pelo menos dez vezes mais eficaz".
As células iPS obtidas provocaram o nascimento de ratos com boa saúde, capazes de se reproduzir, segundo a equipe.
O gene atua como uma barreira quando os pesquisadores tentam reprogramar uma célula humana adulta para transformá-la em uma célula-tronco induzida (iPs).
Quando a ação do p53 é bloqueada, a produção de iPs se multiplica.
Assim como as células de um embrião, as iPs podem se transformar em qualquer tecido do corpo. 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u607535.shtml
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Fumantes têm até 25 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão

 "O Câncer", da série Folha ExplicaOlá pessoal estava eu passando pelo site da Folha de São Paulo e me deparei com esse livro de Riad Naim ele trás um boa leitura e esclare muitas dúvidas sobre o câncer! Seria bom que quem poder comprar dê uma lida!
Causas
Divulgação
Livro define o câncer e explica termos como tumor e metástase
No século 18, os médicos ingleses relataram o papel da fumaça sobre a incidência de câncer de bolsa escrotal em limpadores de chaminés; mas só em meados do século 20 se demonstrou o papel determinante do tabaco sobre a incidência do câncer de pulmão. De lá para cá, várias outras causas foram descritas. Vale ressaltar que é muito difícil provar a relação causal direta de um fator ambiental no aparecimento de um câncer em certos indivíduos - as provas biológicas são raras.
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O fato de uma substância qualquer produzir câncer num animal (rato, por exemplo) não quer dizer necessariamente que ela produzirá o mesmo câncer no homem. Em geral, as evidências se baseiam em estudos epidemiológicos extensos, longos, de difícil condução, com pessoas que se apresentam como voluntárias para seguir um esquema rigoroso de comportamento (dieta, exercício etc.) durante muitos anos, a fim de que cientistas possam estabelecer alguma correlação com o aparecimento da doença.
Esses estudos são demorados, custosos e sujeitos às variações geográficas ligadas aos comportamentos costumeiros, ou à presença de recursos humanos e financeiros. Mais ainda: uma vez estabelecida ou pelo menos suspeitada a causa, resta convencer a sociedade, os especialistas e os formadores de opinião. Um exemplo foi o excessivo retardo entre a descrição do vínculo do cigarro com câncer de pulmão década de 60) e o início do engajamento da sociedade em ações e leis que ajudassem a reduzir o consumo do tabaco.
Modo de vida e alimentação
Hábitos cotidianos podem influenciar a probabilidade de uma pessoa desenvolver tumor maligno. A relação entre fumo e câncer é indubitável, apesar do esforço das indústrias de tabaco para encobrir as evidências. O cigarro e os outros produtos derivados do tabaco são a causa de cerca de 30% de todos os cânceres: 400 mil casos nos Estados Unidos e 90 mil no Brasil, somente no ano 2000, todos evitáveis.
A maioria dos pacientes com câncer de pulmão (87% a 94%) é de fumantes ou ex-fumantes, e 2% são fumantes passivos (isto é, têm contato intenso e prolongado com fumantes, apesar de pessoalmente não fazerem uso de tabaco). A incidência de câncer de pulmão se correlaciona diretamente com a intensidade do ato de fumar: um fumante de dez cigarros por dia tem oito vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de pulmão que um não-fumante; e fumantes de um maço por dia (20 cigarros) têm 25 vezes mais probabilidade. Da mesma forma, as pessoas que deixam de fumar apresentam um padrão decrescente de risco de câncer com o passar dos anos, chegando perto do padrão de não-fumantes após oito a dez anos de abstinência do tabaco.
Há 20 anos, pesquisadores apontaram a relação direta entre algumas dietas e hábitos alimentares e a incidência de tipos específicos de câncer. Hoje, estima-se que 35% de todos os tumores malignos se relacionam à alimentação e, portanto, podem ser evitados. O câncer de estômago tem incidência exageradamente elevada em algumas regiões do mundo (Japão, China), enquanto o câncer de intestino prevalece em outras (Estados Unidos). Curiosamente, quando os japoneses emigram para os Estados Unidos, a incidência de câncer de estômago se reduz muitíssimo, e a de câncer de intestino aumenta de maneira progressiva.
Estudos comprovaram que a mudança de hábito alimentar, da comida japonesa para a dieta ocidental americana, determinou claramente o tipo de câncer que ocorreu nessa população migrante. Ficou demonstrada a possibilidade de influenciar o desenvolvimento de câncer por meio de mudanças de atitude. Muitos fatores relacionados ao modo de vida e à dieta das pessoas podem ter correlação com o desenvolvimento de um câncer. A Tabela 1 mostra alguns dos fatores mais estudados atualmente e seu efeito sobre o câncer.
PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA
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"O Câncer"
Autor: Riad Naim Younes
Editora: Publifolha
Páginas: 96
Quanto: R$ 18,90
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u589159.shtml.

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