quinta-feira, 21 de maio de 2009

Homem Árvore

Um pescador indonésio que sofre de um raro
problema genético, consegue tratamento médico.

Dede, atualmente com 35 anos, deixou os médicos perplexos quando verrugas em forma de "raízes" começaram a crescer nos seus braços e pés, após ele cortar o joelho em um acidente na adolescência. As raízes se espalharam por todo o seu corpo, deixando-o incapaz de executar as tarefas mais corriqueiras do dia-dia.

Um especialista americano, voou até sua aldeia, ao sul da capital Jacarta e afirmou ter identificado a causa do problema, e propôs um tratamento que pode transformar sua vida.

Após apurar o resultado das amostras de sangue, o Dr. Anthony Gaspari da Universidade de Maryland concluiu que a sua angústia é causada pela Human Papilloma Virus (HPV), uma infecção bastante comum que geralmente provoca pequenas verrugas. Porém, o problema de Dede é causado por uma anomalia genética rara, que inibe o seu sistema imunológico, o que significa que o seu organismo não é capaz de conter as verrugas.
Dr Gaspari, que conheceu o caso através de um documentário do Discovery Channel, acredita que a condição de Dede pode ser totalmente alterada com o uso de doses diárias de uma fórmula sintética de vitamina A, que tem se mostrado extremamente eficaz no combate ao crescimento das verrugas, em casos graves de HPV.

Dr Gaspari ainda concluiu: "Ele não tem um corpo perfeitamente normal, mas as verrugas deverão reduzir de tamanho ao ponto em que ele possa usar as mãos sem problemas".


Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2743563-EI298,00.html

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Por quanto tempo os escorpiões podem viver sem comida

Em uma noite clara, você talvez consiga avistar no céu uma sequência curva de estrelas aninhadas entre Libra e Sagitário. Como diz a lenda grega, Ártemis, a deusa dos animais selvagens, enviou um  escorpião para matar o caçador Orion. Por isso, a constelação de Escorpião foi colocada nos céus em posição estratégica, no extremo do horizonte oposto à constelação de Orion, como se estivesse perseguindo eternamente sua presa.
As menções a escorpiões remontam aos mais antigos mitos, uma vez que a espécie existe há pelo menos 450 milhões de anos. A forma distintiva de seu corpo e seu ferrão aguçado valeram ao escorpião milênios de reputação negativa. Eles são comumente associados ao mal e ao caos. Ironicamente, das 1,3 mil espécies de escorpiões conhecidas, espalhadas por todo o planeta, menos de 40 possuem veneno forte o bastante para matar um ser humano. As espécies perigosas estão radicadas no Oriente Médio, África, México, América do Sul e Índia.  Mas isso não significa que os escorpiões não causem dor. Cerca de cinco mil pessoas morrem a cada ano por motivos relacionados a picadas de escorpiões
O escorpião é um membro da família dos aracnídeos, e parente próximo das aranhas, ácaros (em inglês) e carrapatos. Os aracnídeos têm quatro pares de patas e dois segmentos de corpo: o cefalotórax e o abdômen. Seus corpos são revestidos de um exoesqueleto feito de uma substância chamada quitina. Uma qualidade peculiar dessa casca externa é que ela torna os escorpiões fáceis de serem avistados no escuro. Devido a um produto químico desconhecido que existe na quitina, caso um escorpião seja iluminado por luz ultravioleta à noite, seu corpo fluoresce, ou brilha.
Já a cauda de um escorpião se divide em cinco segmentos (e termina com o ferrão venenoso), e no extremo oposto do corpo o escorpião dispõe de um conjunto de pinças semelhantes às dos caranguejos, conhecidas como pedipalpos, que ele usa para agarrar e esmagar presas.
Mas o escorpião não precisa empregar sua poderosa blindagem com frequência para capturar suas presas. Como o paciente pescador que espera uma mordida em sua isca por horas, o escorpião é um mestre na arte de esperar pela comida. 
 
 
http://ciencia.hsw.uol.com.br/escorpiao-sem-agua-e-comida.htm

As corcovas dos camelos armazenam água?

Na realidade, uma corcova de camelo é um monte de gordura. Em um camelo saudável e bem alimentado, a corcova pode pesar até 35Kg! Seres humanos e a maioria dos animais armazenam suas gorduras misturadas com o tecido muscular ou em uma camada logo abaixo da pele. Camelos são os únicos animais que possuem corcova.
A corcova permite que o camelo possa sobreviver por um período bem longo de até duas semanas sem precisar se alimentar. Devido ao fato de normalmente os camelos viverem no deserto, onde a comida é escassa em longas distâncias, isso é importante.
Um camelo precisa de cerca de 20 litros de água por dia no verão. Entretanto, um camelo pode perder até 100 litros de água de seus tecidos corporais sem efeitos adversos. Uma coisa que um camelo pode fazer por conservar água é suportar grandes oscilações de temperaturas do corpo. Um camelo pode começar o dia a 35ºC e deixar que sua temperatura suba até 40ºC. Somente no final dessa faixa de temperatura máxima é que ele precisará suar para evitar superaquecimento. Quando você compara essa faixa de temperatura com a faixa do corpo humano, em que meros 2 graus de aumento indicam uma doença, você percebe a vantagem.
Outros dados sobre o camelo:
  • um camelo adulto pesa entre 318 a 680 kg e tem até 2,1 metros de altura
  • camelos podem viver até a idade de cinqüenta anos
  • a gestação das camelas dura cerca de onze meses e elas dão à luz uma única cria
  • o camelo macho chega à maturidade aos cinco anos e a fêmea entre os três e quatro anos
  • na realidade, os camelos têm três pálpebras: duas delas possuem pestanas e uma terceira é fina
  • um camelo pode fechar suas narinas
  • o camelo, como os caprinos, come de tudo
  • camelos de carga podem carregar cargas de até 181kg por 40km em um dia 
Obs.: Os dromedários são do mesmo gênero Camelus, porém apresentam apenas uma bossa (corcova).

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/questao104.htm

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Evitando o Câncer

Um terço dos principais tipos de câncer pode ser evitado com alimentação adequada.

Quando se fala em câncer, as pessoas logo pensam em palavras de conotação negativa, como dor, medo e desespero. A doença é associada, também, ao uso do tabaco e à exposição solar. Mas pouca gente se lembra que a alimentação exerce um papel importante: cerca de 30% dos principais tipos de tumor que acometem os brasileiros poderiam ser evitados com dieta adequada, peso saudável e atividade física.

Arquivo Folha Imagem
Para prevenir o câncer, a recomendação é consumir cinco porções diárias, ou 400 mg, de frutas e hortaliças, além de limitar o consumo de carnes processadas e salgadas
O câncer é a segunda principal causa de morte no Brasil (a primeira são as doenças cardiovasculares). Só em 2008, 130 mil pessoas morreram por causa da doença e mais de 460 mil novos casos foram registrados, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

"As pessoas já associam alimentação a doenças cardiovasculares, mas ainda não existe essa relação com o câncer", afirma Fábio da Silva Gomes, nutricionista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e analista de programas para controle do câncer do Inca. Para ele, é só questão de tempo para que essa percepção mude.

"As evidências científicas que relacionam alimentos e câncer são algo recente, de 20, 30 anos, por isso ainda levará algum tempo até que sejam reconhecidas pela população e pela própria comunidade médica", comentou o especialista em evento sobre os mitos do câncer promovido pela American Cancer Society (Sociedade Americana para o Câncer), nesta quarta-feira (13), em São Paulo.

Periodicamente, o Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer, junto com o Instituto Americano para Pesquisa em Câncer, publica um relatório com a revisão de especialistas sobre os estudos que comprovam a influência da alimentação e da atividade física no desenvolvimento de tumores. Veja quais as recomendações para prevenção do câncer:

- Mantenha o peso dentro dos limites normais (IMC entre 21 e 23, para adultos), especialmente a partir dos 21 anos de idade, e evite ganhos na circunferência da cintura ao longo dos anos. O excesso de gordura estimula a produção de certos hormônios e processos inflamatórios.

- Seja fisicamente ativo. Segundo o relatório, isso significa o equivalente a uma caminhada acelerada de no mínimo 30 minutos por dia, que deve ser aumentada progressivamente para 60 minutos.

- Limite o consumo de alimentos com alta densidade energética (como biscoitos e fast food) e bebidas açucaradas, pois eles contribuem para o ganho de peso, o que aumenta o risco de câncer.

- Consuma pelo menos cinco porções, ou 400 g diárias, de frutas e hortaliças sem amido (ou seja, batata, mandioca e outros tubérculos não estão na lista). Segundo Gomes, esses alimentos oferecem proteção contra agentes cancerígenos, além de inibir o crescimento de células precursoras de câncer.

A recomendação é caprichar nas cores e incluir produtos à base de tomates e bulbos como o alho. Sobre o risco do consumo de pesticidas, o especialista é enfático: "É melhor consumir vegetais com agrotóxicos do que não consumir", diz.

- Limite o consumo de carne vermelha (menos de 500 g por semana) e evite carnes processadas ou salgadas. Os nitritos e nitratos usados em processos como a defumação geram compostos que podem ter ação carcinogênica, assim como o excesso de sal pode gerar danos às mucosas. O nutricionista também comenta que o preparo das carnes "na chapa" também pode levar à liberação de alcatrão e outros componentes que aumentam o risco de câncer. Por isso, limite o consumo de churrasco e dê preferência às carnes assadas ou cozidas.

ALIMENTAÇÃO, ATIVIDADE FÍSICA E PESO ADEQUADO PREVINEM TUMORES
Fonte: World Cancer Research Fund 2009

Boca, faringe e laringe
63%
Esôfago60%
Endométrio52%
Estômago41%
Colo-retal37%
Pulmão36%
Pâncreas34%
Mama28%
Rim13%
Vesícula biliar10%
Fígado6%
Total para 12 tipos de câncer30%
Total para todos os tipos de câncer19%


Tipo de câncer
Possibilidade de prevenção
- Limite o consumo de bebida alcoólica. O consumo máximo deve ser de dois drinques (cada porção contém cerca de 10-15g de etanol) para os homens e um para as mulheres ao dia.

- Tome cuidado com a conservação de grãos e cereais. Quando não são armazenados adequadamente, esses alimentos podem gerar o crescimento de fungos que produzem aflatoxinas, substâncias que podem causar câncer de fígado.

Gomes lembra que o uso de suplementos nutricionais para prevenir ou combater o câncer não são recomendados. "Toda vez que os pesquisadores identificam um componente em determinado alimento que parece proteger contra o câncer, a indústria logo o transforma em suplemento e isso pode resultar no efeito contrário", alerta, referindo-se a experiências mal-sucedidas com betacaroteno e capsaicina (componente da pimenta), que podem trazer riscos à saúde quando consumidos em forma de comprimidos.

O relatório do Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer esclarece, no entanto, que o uso de suplementos é indicado em situações de inadequação alimentar.


Do UOL Ciência e Saúde
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2009/05/13/ult4477u1625.jhtm

sábado, 9 de maio de 2009

Fertilização dos mares abre oceano de oportunidades para o comércio


Muitas propostas de salvar o planeta através da geoengenharia são extremamente caras e futuristas.

Uma das ideias mais simples, que já foi testada em pequena escala, é estimular o crescimento de plâncton - algas e plantas microscópicas - nos oceanos, aumentando a oferta de nutrientes.

Até hoje, uma dúzia de testes examinou os efeitos da fertilização do oceano com ferro. O último está ocorrendo nesta primavera no hemisfério norte: o experimento LohaFex, da Índia e da Alemanha. O navio de pesquisas Polarstern, com 48 cientistas a bordo, distribuiu 6 toneladas de ferro dissolvido por 300 quilômetros quadrados do oceano Polar Sul.

Até agora os resultados mostram que a fertilização com ferro estimula um crescimento espetacular das algas nas águas da camada superior. O que não está claro é se isso resulta no sequestro de CO2 em longo prazo - o que exigiria que uma proporção significativa das algas afundasse nas profundezas do oceano depois de mortas.

Várias companhias, como a americana Climos, esperam comercializar a fertilização com ferro do oceano, financiando a atividade com créditos de carbono dos esquemas de troca de emissões. Atualmente existe uma moratória internacional da fertilização oceânica comercial em grande escala, em reação a temores sobre seu impacto nos ecossistemas locais, mas testes científicos como o LohaFex são permitidos.

Embora o enfoque até agora tenha sido para a fertilização com ferro, sob os termos de que a escassez de nutrientes de ferro é o fator que limita o crescimento das algas nos oceanos abertos, também seria possível acrescentar fertilizantes de fósforo e nitrogênio.

Um estudo na Universidade de East Anglia (Inglaterra) publicado em janeiro chegou à conclusão surpreendente de que acrescentar compostos de fósforos (fosfatos) aos oceanos poderia ter um potencial em mais longo prazo para o sequestro de carbono do que acrescentar ferro ou nitrogênio.

Mesmo que não fertilizemos deliberadamente o oceano com fósforo, as atividades humanas - principalmente decorrentes de atividades agrícolas - já estão aumentando a quantidade de carbono preso nos oceanos.

Uma última possibilidade é acrescentar rochas de carbono esmagadas (calcário) aos oceanos. Isso teria o duplo benefício de aumentar o crescimento das algas e contrabalançar a crescente acidez dos oceanos, que muitos analistas consideram um dos mais perniciosos efeitos em longo prazo do aumento de CO2 na atmosfera.

O desafio de acrescentar calcário é encontrar uma maneira de fazê-lo de modo que não exija quantidades exorbitantes de energia para extrair, esmagar e transportar as rochas.


09/05/2009 - Financial Times - Clive Cookson - Editor de ciência
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Fonte: Poral Uol - http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2009/05/09/ult579u2800.jhtm

Para entender a gripe suína: perguntas e respostas

Para entender a gripe suína: perguntas e respostas

1. O que é a influenza A (H1N1)?
É uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da influenza, assim como a gripe comum, é transmitido de pessoa a pessoa principalmente por meio de tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.

2. Quais os sintomas que definem um caso suspeito de influenza A (H1N1)?
Febre alta de maneira repentina (maior que 38ºC) e tosse podendo estar acompanhadas de algum dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dificuldade respiratória;
E
• ter apresentado esses sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A (H1N1);
OU
• ter tido contato próximo nos últimos 10 dias com pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza.

Observação: Contato próximo: indivíduo que cuida, convive ou tevecontato direto com secreções respiratórias ou fluídos corporais de um caso confirmado.

3. Em quanto tempo, a partir da transmissão, os sintomas aparecem?
Os sintomas podem iniciar no período de 3 a 7 dias após contato com esse novo subtipo do vírus e a transmissão ocorre, principalmente, em locais fechados.

4. Há uma vacina que possa proteger a população humana contra essa doença?
Não. Não existe vacina contra esse novo subtipo de vírus da influenza. Há pesquisas em andamento, mas não há previsão para o desenvolvimento desta vacina.

5. A vacina contra gripe comum protege contra a influenza A (H1N1)?
Não há, até o momento, nenhuma evidência de que a vacina contra gripe comum proteja contra gripe do vírus A (H1N1).

6. Há tratamento para Influenza A (H1N1) no Brasil?
Sim. Há um medicamento antiviral (fosfato de oseltamivir) indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e disponível na rede pública de saúde que será usado apenas por recomendação médica, a partir de um protocolo definido pelo Ministério da Saúde. O remédio só faz efeito se for tomado até 48 horas a partir do início dos sintomas. ALERTA: Ninguém deve tomar o medicamento sem indicação médica. A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar resistência ao vírus.

7. O Brasil tem estoque de medicamento para tratamento de pacientes?
Sim. O Ministério da Saúde conta com estoque estratégico suficiente para tratamento de casos de influenza A (H1N1). Para uso imediato, há 6.250 tratamentos adultos e 6.250 pediátricos, que estão sendo enviados aos estados de acordo com a necessidade. Além disso, o governo brasileiro possui, acondicionada em tonéis, matéria-prima para 9 milhões de tratamentos. O medicamento bruto está pronto para ser transformado em cápsulas. O inicio do processamento será indicado pelo Ministério da Saúde, conforme a necessidade.

8. É seguro comer carne de porco e produtos derivados?
Sim. Embora o nome popular da doença remeta a suínos, não há evidências de que esse novo subtipo de vírus tenha acometido porcos. Portanto, não há risco no contato e consumo de produtos de origem suína.

9. O que é uma pandemia?
Uma pandemia ocorre quando surge um novo vírus contra o qual a população não está imunizada – não há vacina pronta, nem o corpo das pessoas conhece o vírus. Assim, muitos são atingidos, resultando em uma epidemia que se espalha em diversos países. Fatores como o incremento do fluxo de pessoas entre países, a urbanização e o crescimento populacional contribuem para acelerar esse processo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide seus países membros em seis regiões: África, Américas, Sudeste Asiático, Europa, Mediterrâneo Oriental e Pacífico Ocidental. Além disso, possui fases de alerta para pandemia, em uma escala de 1 a 6.

O alerta 5 da OMS, fase em que nos encontramos no momento, é quando o há transmissão sustentada do vírus, de homem para homem, em pelo menos dois países de uma dessas regiões.

O organismo internacional eleva o nível de alerta para a fase 6 quando há uma transmissão sustentada do vírus, de homem para homem, em pelo menos duas dessas regiões.

10. Como o Brasil está se preparando para uma pandemia de Influenza A (H1N1)?
O Brasil está bem preparado para uma possível pandemia. Isso porque o governo brasileiro já havia começado a estruturar sua rede de vigilância para influenza há nove anos (em 2000). Por causa de uma então possível pandemia de gripe aviária, em 2003, o governo brasileiro constituiu um comitê técnico para a elaboração do plano de preparação brasileiro para o enfrentamento de uma pandemia de influenza. Esse plano está pronto há mais de dois anos e começou a ser colocado em prática no momento em que o Brasil foi notificado pela OMS dos casos de Influenza A (H1N1), em 25 de abril passado. O Brasil conta com 54 centros de referência, em todo o Brasil, preparados para tratar possíveis doentes. Estas unidades se enquadram em parâmetros exigidos pela OMS para o atendimento à essa doença, com área livre para isolamento de contato, equipamentos de proteção individuais para acompanhamento, exames e tratamento dos casos.

11. Houve alguma medida com relação aos voos internacionais?
Sim. Dentro da aeronave em voo: as tripulações das aeronaves estão orientadas a informar os passageiros, ainda durante o vôo, sobre sinais e sintomas da influenza A (H1N1). Adicionalmente, a tripulação solicitará que passageiros com esses sintomas se identifiquem à tripulação. Esses passageiros identificados serão encaminhados para os postos da Anvisa ainda no aeroporto.

Ao desembarcar, todos os viajantes procedentes de países afetados, recebem folder/panfleto com informações, em português, inglês e espanhol, sobre os sinais e sintomas, medidas de proteção, higiene e orientações para procurar assistência médica. Complementarmente, a Infraero veicula, nesses aeroportos, informe sonoro.

Todos os passageiros vindos de outros países tem suas Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), retidas pela ANVISA. A DBA atua como fonte de informações para eventual busca de contatos se for detectado caso suspeito na mesma aeronave.

O passageiro procedente de país afetado que sentir os sintomas em casa após 10 dias de retorno da viagem deve procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima e informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

12. Como está sendo feito o controle sanitário de passageiros internacionais nos aeroportos do país?
Com a elevação do nível de alerta da OMS de 4 para 5, a Anvisa passou a monitorar todos os vôos internacionais que chegam ao Brasil. Em caso de identificação de casos suspeitos, o viajante permanecerá a bordo, juntamente com passageiros próximos a ele para avaliação clínica e epidemiológica, e se necessário, encaminhamento para hospital de referência. Os demais passageiros serão liberados, após receberem informações sobre a doença.

Para ampliar a vigilância, a ANVISA ampliou seu quadro de funcionários nos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão, no Rio de Janeiro, principais portas de entrada dos vôos internacionais no Brasil. No momento, 82 funcionários se revezam em três turnos, em Guarulhos, e 55, no Galeão.

13. Quais ações de controle estão sendo feitas em navios?
Nas embarcações que chegam ao país, o comandante ou representante legal deve informar imediatamente à autoridade sanitária todos os casos que se encaixam na definição de suspeito para influenza A (H1N1). Nessa situação, as embarcações só recebem autorização para atracar após a inspeção sanitária a bordo, realizada em fundeio ou área designada.

14. Qual é tratamento dado aos resíduos sólidos de navios ou aeronaves?
Resíduos sólidos provenientes de aeronaves ou embarcações com casos suspeitos serão classificados como resíduos do tipo A, ou seja, potencialmente infectantes. O descarte desses resíduos passará por procedimentos de inativação microbiológica antes da destinação final.

15. Para quais casos é recomendado o uso de máscaras de proteção?
Os equipamentos de proteção individual, como máscaras, devem ser utilizados por pessoas que apresentam os sintomas e pelos profissionais envolvidos no seu atendimento e na inspeção dos meios de transporte nos quais eles se encontravam. No nível de alerta internacional de número 5, a OMS não recomenda o uso de máscaras por pessoas saudáveis.

16. Existe algum controle de identificação e rastreamento de passageiros que chegam ao país?
Sim. Todo viajante procedente do exterior deve preencher a Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA) – declaração da Receita Federal do Brasil onde constam, entre outros, seus dados pessoais. A DBA fica disponível para as autoridades sanitárias, caso seja necessário rastrear passageiros que estiveram em determinado vôo.

17. Quais as recomendações do Ministério da Saúde para os viajantes internacionais?
a) Aos viajantes que se destinam aos países afetados:
• Em relação ao uso de máscaras cirúrgicas descartáveis, durante toda a permanência nos países afetados, seguir rigorosamente as recomendações das autoridades sanitárias locais.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente
descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos freqüentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir
ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato
com doentes e roteiro de viagens recentes a esses países.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.

Atenção! Todos os viajantes devem ficar atentos também às medidas preventivas
recomendadas pelas autoridades nacionais das áreas afetadas.

b) Aos viajantes que estão voltando de viagens internacionais:
Viajantes procedentes de outros países, independente de ter ou não casos confirmados, que apresentarem alguns dos sintomas da doença até 10 dias após saírem dessas áreas afetadas devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

18. O que a população pode fazer para evitar a influenza?
Alguns dos exemplos de cuidados para a prevenção e controle de doenças de transmissão respiratória são:
- Lavar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; depois de usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz);
- evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
- usar lenço de papel descartável;
- proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar,
- orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 cinco dias após o início dos sintomas);
- evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes ventilados);
- é importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar, pois estas medidas ajudam a eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias;
- restrição do ambiente de trabalho para evitar disseminação;
- hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.


Fonte: Ministério da Saúde publicado em O Povo

domingo, 3 de maio de 2009

O VÍRUS INFLUENZA II

O VÍRUS INFLUENZA

O vírus da Influenza pertence à família dos ortomixovírus e se apresenta em 3 tipos: A, B e C.
O tipo A promove doença moderada a severa em todas as faixas etárias e pode causar epidemias, afetando até animais;
  • tipo B afeta somente humanos, principalmente crianças e causa epidemias leves;

  • O tipo C não é epidêmico.

  • Os vírus A e B são os mais comuns. Cada um dos tipos apresenta populações diversas, denominadas cepas. Os vírus da Influenza podem sofrer de forma permanente, pequenas alterações na sua superfície, caracterizadas como mudanças antigênicas leves. É por isso que a cada ano a composição da vacina contra o vírus da Influenza precisa ser alterada. Há no mundo uma rede de mais de cem laboratórios credenciados pela Organização Mundial Saúde, que são responsáveis por captar os vírus circulantes na população e caracterizá-los. No ano passado, as cepas de vírus da Influenza circulantes no país foram:



  • Influenza A/Sydney/05/97 Like (H3N2);
    Influenza A/Bayern/07/97 Like (H1N1);
    Influenza B/Beijing/243/97.
    Influenza B/Beijing/184/93;

     


    Em todo o mundo, o vírus da Influenza é bastante disseminado, produzindo epidemias anuais, com grau variado de gravidade.

        Os vírus multiplicam-se invadindo células hospedeiras e ordenando-lhes que produzam muitas cópias do seu próprio DNA - uma tarefa que o vírus é incapaz de desempenhar. Ligam-se ao exterior da célula e injetam-lhe o seu DNA. A célula não distingue entre o DNA oferecido pelo vírus e o seu próprio. Apenas segue as instruções genéticas inscritas no interior das suas paredes para fazer cópias de qualquer DNA que lhe apareça. Assim, em lugar de produzir novo material celular, a célula invadida transforma-se numa fábrica de vírus. Estes abandonam a célula que os gerou e partem em busca de outras células para multiplicar-se. E quando isto acontece em nosso corpo e o sistema imunitário não reconhece o vírus invasor ficamos doentes.

        Em geral, somos imunes a esses vírus não porque o nosso sistema imunitário já tenha tido oportunidade de os conhecer e de se apetrechar para os enfrentar, mas sobretudo porque tais vírus nunca se aventuraram nesse novo território que é o corpo humano. Ora, é quando lhes propiciamos essa aventura - quer invadindo uma floresta virgem onde, por exemplo, o vírus Ebola levava uma vida pacata num hospedeiro qualquer (talvez um roedor ou um inseto), quer criando aves em condições de grande promiscuidade - que os vírus procuram alargar o seu domínio às células humanas que, totalmente desprevenidas, ficam à mercê de legiões de microrganismos.

        É que essa é uma característica intrínseca dos vírus: a necessidade de novos locais para infestação, "conquistar novos territórios". É o instinto natural de muitas espécies.

        Desenvolve-se então aquilo a que os médicos chamam um surto de nova cepa. E pouco há a fazer a não ser tentar circunscrever o surto. Como a cepa é nova, desconhecida, não existe qualquer forma de tratar a doença, nem nenhuma vacina que impeça o contágio. Todos se recordam das terríveis conseqüências do mais recente surto de Ebola na África Central; estamos familiarizados com as baixas que as novas estirpes de vírus da gripe costumam provocar, em especial nas pessoas menos resistentes - idosos e doentes do aparelho respiratório -, e também sabemos que certos vírus, como o da Aids, apesar de conhecidos há muitos anos, insistem em não dar tréguas à humanidade.





    A Estrutura do Vírus


    1. O RNA (Ácido Ribonucléico) é uma espécie de "livro de receitas" de como deve funcionar o microorganismo. A combinação de ingredientes é que faz a diferença de um vírus da gripe para outro. Depois que o vírus entra na célula, o RNA guia a fabricação de novos microorganismos. O RNA do Influenza tem alta capacidade de mutação. Por isso, cada gripe se apresenta de forma diferente.
    2. Espículas - Pequenas pontas que facilitam a fixação do vírus nas mucosas e nas membranas das células.
    3. Cápside - Tipo de capa para proteger o RNA, núcleo do vírus.
    4. Envelope - Estrutura que envolve a cápside, formada por proteínas e gorduras.


    Como o Vírus Age

    1. O vírus penetra no organismo, principalmente através das mucosas, pele que serve de revestimento para o nariz, a boca e os olhos.
    2. Pela mucosa do nariz, o Influenza atinge a corrente sanguínea. A passagem do vírus pela mucosa nasal aumenta a produção de secreção e provoca o primeiro sintoma da gripe: a coriza.
    3. Na corrente sanguínea, os vírus atacam as células.
    4. O vírus, quando penetra na célula, libera o RNA, que é transformado em DNA (outro tipo de livro de receitas) graças à ação de uma enzima, a transcriptase reversa.
    5. Quando o RNA se transforma em DNA, a célula é enganada, pois não interpreta o vírus como corpo estranho.
    6. O DNA do vírus se funde com o da célula, impedindo assim seu funcionamento normal e obrigando-a a produzir cópias do vírus. 
    Fonte: http://www.adeusgripe.com.br/ovirus.html

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